A energia da Comida

*texto do livro O demônio da Simplicidade

 

Todas as coisas são feitas de átomos. Inclusive nós, os humanos.

Para que os átomos formem uma estrutura sólida, é preciso que sua energia o faça aderir a outro átomo. E com todos unidos, a estrutura se mantém firme. 

A energia que mantém os átomos unidos, coesos, é elétrica em forma de Íons. Sendo positivamente ou negativamente ionizados, conforme cada tipo para formar estruturas complexas. Mas à medida que essa energia de cada um dos átomos diminui, ela sempre vai diminuir, então esses átomos começam a se separar. Perder a energia dos átomos em um corpo vivo não é bom. E a única forma de manter e recuperar um pouco dessa energia, é através da alimentação. 

A alimentação tem o único objetivo de absorver a energia elétrica dos alimentos para energizar o corpo. Toda a massa digestiva é picada ao máximo para serem colhidos cada átomo que é aproveitável. Mas mesmo alguns que estejam bons, se estiverem combinados com outros ruins, terminam por serem descartados.

Os átomos são constituídos no centro dos buracos negros por compressão de energia pura, e também se combinando com outros átomos, se alterando em outros. Também são forjados nos interiores das estrelas por fusão com outros tipos e formando alguns mais complexos. Depois da sua criação, passa a perder energia sempre, até se desfazer.

Durante a formação dos planetas, os mais diversos tipos de átomos se chocam liberando a energia que os mantém coesos para formar a estrutura. Com tanta energia em fusão, o calor faz a estrutura se manter no estado líquido. Em ambiente sem gravidade definida, qualquer massa líquida adota a forma de esfera. E sem uma fonte externa de calor, a estrutura quente em contato com o ambiente sem calor, começa a esfriar e se retrai, definindo suas bordas. E quando já bem definidas, a camada em contato direto entre o frio externo e o calor interno, começa a se solidificar e a se tornar uma crosta de elementos carbonizados para fazer o isolamento térmico.

O isolamento térmico reduz a taxa de conversão dos átomos em fusão no interior por causa da menor mobilidade entre eles. O isolamento, constituído basicamente de materiais que já foram queimados na fusão, contém baixa energia iônica, são pouco coesos e podem ser facilmente manipulados. O isolamento térmico, termina também atuando como um isolamento elétrico. Porque os átomos já queimados seguem sempre na direção da expulsão para fora, quando vão reduzindo sua capacidade de fornecer energia na fusão, e são empurrados por outros com maior energia.

A vida só é possível com corpos constituídos com inúmeros tipos de átomos, formando elementos em estruturas bastante complexas. Para essa formação não é possível serem usados os átomos já queimados da fusão. São utilizados os que vazam da massa ativa e energizada da fusão no núcleo, os que são expulsos para as extremidades porque não tem cargas reativas para a fusão, e os exteriores que caem na crosta atraídos pela gravidade que a estrutura toda produz. Os corpos para a vida estão preparados para existirem com a baixa energia existente sobre as crostas resfriadas dos planetas. São organismos mantidos com baixa energia elétrica e baixa temperatura, porque a energia direta da fusão dos átomos jamais possibilitaria um corpo útil ao desenvolvimento da “memória”.

Contudo, mesmo que esses corpos precisam de pouca energia, ainda assim precisam de energia. Em algumas espécies de corpos, o decaimento da energia é maior que outros. E a crosta, sendo isolante térmico e elétrico, ao mesmo tempo que protege os corpos da energia intensa do núcleo em fusão, também isola os corpos da energia que necessitam para existir. Mas sendo a fusão uma reação não muito homogênea, de vez em quando, massas de átomos se encontram e produzem uma maior geração de energia, reagindo com pequenas explosões. Como consequência, produz uma força capaz de rachar a crosta e vazar o líquido superaquecido do material com energia reativa.

Pode ser facilmente observado que, em terras vulcânicas a produção de alimentos é maior. As plantas, são constituídas de DNA Fractal, e conseguem absorver a fraca energia iônica da crosta. Nenhum organismo com DNA Sequencial tem essa capacidade das plantas, simplesmente porque precisam de muito mais energia do que conseguiriam absorver. Sua única forma de conseguir energizar seu corpo é absorvendo a energia coletada pelas plantas. 

Quando a reação do núcleo reduz a fusão para um nível limiar da capacidade de fornecimento de energia para as plantas existentes na crosta, todos os átomos seguem reduzindo sua energia iônica e se desfazem.

 

 

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