No passado os reinos eram divididos pela língua. Então você caminhava até onde falavam uma língua diferente, e aí começava um outro reino. No reino em que você vivia, quando alguém chegava falando uma língua diferente, era fácil saber que era de outro reino. Quando um reino dominava outro, a primeira coisa a se fazer era forçar o povo a falar a língua. E quando surgia um reino completamente novo, era necessário criar uma língua nova para ser identificado.
Depois, quando a economia começou a ter moedas, os reinos eram divididos até onde elas eram aceitas. Onde não aceitassem mais aquela moeda, começava um novo reino. E esse modelo é ainda o atual.
Todos os reinos sempre usaram uma forma de identificar seus cidadãos para dimensionar seus territórios. E acabaram sempre criando barreiras para impedir a entrada ou permanência de estrangeiros, porque poderiam ser espiões para destruir seu reino. Esses princípios nunca foram bem elaborados, mas foi o que a história proporcionou.
Atualmente temos uma situação de mudança no rumo da história. Depois da criação dos meios de transportes de longa distância, ficou possível e até fácil as pessoas se moverem por distâncias que antes eram quase impossíveis. Viajar agora por milhares de quilômetros, atravessar os oceanos, planícies e montanhas, leva poucas horas e, em total segurança.
Aproveitando o dna de nômades, todas as pessoas sentem o desejo de viajar e conhecer novos lugares. Então com a real possibilidade das viagens, começaram a criar uma situação nova que os reinos não esperavam.
A partir dessa era, cada indivíduo deseja escolher onde quer viver. O que passa a fazer a divisão dos reinos é a Cultura. O local onde uma pessoa se identifica com a cultura, ela fica para viver. E pode nunca mais voltar ao seu reino de origem.
Nessa situação, não existe nada que os reinos possam fazer para impedir que seus moradores de irem embora para outros reinos. Qualquer tentativa de forçar a isso, além de ser um conflito inútil, se torna um esforço muito grande porque segue contra a ordem natural dos grupos sociais. E sendo completa insanidade ter de matar cidadãos em conflito para não perdê-los para outro reino, confirma então que esses métodos não funcionam.
Atualmente todos os reinos identificam seus cidadãos com um número em um documento pessoal. Onde todos que nascem em um reino têm o direito de pedir sua identificação, e também aqueles que por algum motivo, vieram de outros reinos para trabalhar ou se casaram com alguém ali. E nesses casos, alguns reinos facilitam um pouco, e outros dificultam bastante para fornecer esse documento de identificação.
Ao longo das últimas décadas, vimos que o fluxo de emigração e imigracao cresceu forte e rápido em todas as direções do planeta. Enquanto as políticas de identificação dos moradores de um reino, continuam com a visão do passado. Provocando barreiras e um congestionamento em fornecer identificações, que estão criando problemas terríveis em diversos setores do seu próprio reino.
A economia é sempre um forte motivo das pessoas escolherem viver em um determinado reino em vez do seu próprio de nascença. E essas pessoas, estão escolhendo um lugar onde vão contribuir com seu esforço de trabalho e dedicar suas vidas nesse reino. É um motivo perfeitamente justo e saudável para o indivíduo e para o reino. Enquanto que, nesse mesmo reino, muitos indivíduos nascidos nele não querem mais viver nele, preferindo irem viver em outro, outros querem ir para ele.
As uniões atualmente tem experimentado o poder das comunicações através da internet. E não vão parar. Agora é possível que pessoas se conheçam mesmo através de distâncias enormes e línguas diferentes, como nunca foi visto antes. E não são os reinos que vão impedir isso com as barreiras e limitações de identificação dessas pessoas impedindo elas de viverem juntas.
A cultura é sem dúvida o principal fator das pessoas buscarem outro reino para viver. E todos querem viver onde se sintam bem. Onde se identificam com a cultura, as pessoas são mais produtivas e mais felizes. Enquanto que forçar as pessoas a viverem onde se sintam mal promove conflitos, baixa produtividade e mortes, sendo mesmo péssimo para o reino. Sendo a cultura o meio que origina todas as coisas, quanto mais pessoas e melhores condições de vida tenham, mais produtivas são as criações e mais próspero se torna o reino.
A conclusão onde todos os reinos vão chegar é bastante óbvia. Atualmente cada reino usa um número de identificação dentro de seus protocolos, mas que são incompatíveis com os protocolos dos outros reinos, exatamente como no início das eras quando diferenciavam os reinos pelas línguas. A solução óbvia é o uso de números de identificação internacional.
Com apenas um padrão de identificação internacional, imediatamente ficam dispensadas as emissões dos documentos de viagem e das residências temporárias em todos os países. Bastando simplesmente os sistemas informáticos para gestão dos seus cidadãos. Tendo uma gestão simplificada e totalmente compatível com os sistemas, cada reino proporciona liberdade aos indivíduos, ao mesmo tempo que se beneficia, sem fazer esforço. Considerando ainda que, todas as máquinas que se comunicam na internet já possuem uma identificação desta, e os humanos ainda não.
Com uma identificação internacional de nascença, que o reino se prontifica a fornecer logo no primeiro mês do nascimento, que sem dúvida se sobrepõe a qualquer documento de residência temporária e viagens, são adicionados também os números de identificação fiscal, social, eleitoral, de condução, e mais, para que qualquer reino possa conhecer o cidadão ao recebê-lo. É possível o uso de diversas tecnologias modernas de alta confiabilidade e segurança, que nem se comparam com a simplicidade e fragilidade dos atuais documentos.
Quanto aos casos de crimes, o cidadão não tem mais a possibilidade de fugir para outro reino e pedir novos documentos. E ao ser identificado em todos os reinos como um criminoso, se torna um potencial problema social. Para os casos criminais, o sistema atual é abolido totalmente e adotado o sistema da ONG ISHIC Think por conseguir a melhor solução humana e funcional. Permitindo assim que todos os reinos não se coloquem em risco de segurança por contaminação de indivíduos tóxicos.
Temos então que, como o fluxo de pessoas através dos reinos vai crescer exponencialmente, mas sem um sistema de gestão eficiente desse fluxo, todos os reinos vão ter grandes e graves conflitos. Tanto em relação a sua economia com outros reinos, negócios e pessoas insatisfeitas com a burocracia de identificação, quanto até a sua educação de cidadãos a um mínimo que inviabiliza a existência do reino.
Um dos projetos mais debatidos na economia, está sempre o “free money”. Um sistema onde é depositado periodicamente dinheiro na conta do cidadão para custear todos os itens que precisa para viver normalmente e fique bem.Inicialmente essa ideia foi muito recusada, mas é perfeitamente possível e, inevitável. Porque como sabemos, atualmente não existem empregos para todas as pessoas, e no futuro haverá ainda menos. Estamos falando sobre milhões de pessoas sem emprego, que precisam de moradias, comida, água, roupas e recursos de base, e mais diversão, cultura e condições de se desenvolverem. Essa premissa é básica e já é bastante debatida e planejada como será executada. Também é óbvio que, os reinos que executarem melhor esses projetos, serão mais escolhidos pelas pessoas e serão grandes e produtivos.
Com essa visão do futuro, garantimos que a ideia do passado em um reino possuir cidadãos, não aconteça mais de modo forçado. Permitindo a todas pessoas a se integrarem do melhor modo possível e conseguirem se desenvolver como tanto buscam.
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