Nova tese de sistema usa lasers e satélites para detectar terremotos foi elaborada para construir um modelo em tempo real das ondas sísmicas.
Detectar terremotos é sem dúvida muito importante sob inúmeros aspectos. A proposta técnica é bastante cara e relativamente complexa de se executar. Mas tem o objetivo de usar instalações e equipamentos já existentes, e outros futuros, com pequenas adaptações.
O planeta Terra foi formado a partir da fusão e solidificação de matéria espacial. Somente com o resfriamento da crosta terrestre é que foi possível a vida. E essa crosta, faz o isolamento térmico dos núcleos internos moles, que além de ainda bastante quentes, estão em movimento de giro.
Então temos uma crosta, proporcionalmente bastante fina, com um núcleo relativamente líquido e em movimento. Enquanto que a crosta, rígida e fixa, se mantém no movimento de rotação no seu próprio eixo. Se o núcleo mole acompanha a rotação da “casca”, crosta, ficam então como estáticos em relação um ao outro. Porém, na prática, a casca é forçada a alterar rapidamente seu movimento por outras forças. Fazendo com que o núcleo e a casca se movam de modo diferente, seguindo suas relativas interações com suas forças físicas.
O eixo do planeta é deslocado de 22 a 24º no plano relativo ao sol e demais planetas. Sendo que, com o movimento de translação, a posição do eixo em relação ao sol se inclina para frente ou para trás, alternando a incidência da gravidade na latitude. Esse efeito, considerando apenas a luz e calor do sol, produz as quatro estações de clima durante o ano. Sendo a gravidade mais forte em dezembro.
Sendo o sol uma das maiores forças gravitacionais exercidas sobre o planeta, podemos elaborar o modelo com foco principal nele. Sem desconsiderar que existem outras fontes como a Lua, Marte, Vênus e outros.
Considerando que, sem dúvida, as reações do efeito da gravidade sobre sólidos e líquidos são diferentes, temos que a casca, crosta, é a parte mais frágil, porque é rígida e se quebra. Mas precisa suportar forças de estica e puxa para lados diferentes, sem se romper. E mesmo considerando que o rompimento no espaço seria quase impossível, são ainda tremendas forças e que produzem bastante stress. Sem esquecer que algumas partes da superfície possuem refrigeração líquida, que fazem o núcleo mole alterar a maleabilidade nessas partes mais extensas e mais profundas.
A força gravitacional do sol atrai o planeta terra com sua crosta e núcleo mole apenas em uma direção. O planeta, girando com seu eixo levemente deslocado, expõe a cada período da translação uma latitude diferente. Mas sendo a reação do núcleo mole mais lenta que a casca dura, temos então diferentes ângulos de movimentos entre ambos.
O problema é que o núcleo mole, sendo atraído com força em uma direção contra a casca dura, termina exercendo um stress para o rompimento da casca. E essa, forçada na direção interior para exterior, se adapta sendo relativamente maleável. Produzindo um movimento de subida na sua face em direção ao sol, e descida quando no lado oposto. Esse movimento impede o planeta de ser uma esfera perfeita, ficando achatado nos pólos. E com esse efeito agravando ainda mais quando a gravidade do sol puxa nos limites dos ângulos da latitude.
O modelo proposto de detecção de terremotos é referente a medição dos movimentos de subida e descida da crosta quando é forçada internamente por seu núcleo mole. É fazer a medição dos movimentos semelhantes ao de “respiração ou pulsação", mas do planeta. Considerar que a fina crosta, casca, seja extremamente rígida ao ponto de não alterar sua forma constantemente não é razoável nem comprovado. Esse conceito de rigidez poderia ser aceito em planetas com núcleos mais frios e mais “casca grossa” ou já totalmente frios e sólidos.
A técnica proposta para a medição é feita por efeito doppler de um feixe laser apontado em um espelho refletor fixo em um ponto na crosta com objetivo de medir a distância. O feixe laser é emitido a partir de um satélite geoestacionário diretamente em um refletor, e ao receber de volta esse feixe, calcula o tempo de retorno e transmite os dados por rádio para a estação terrestre. A medida da distância é feita com os dados do doppler que deve ser de alta precisão, só conseguida com lasers. Possivelmente a variação dessa distância seja de poucos centímetros a até metros. Não sabemos porque essa técnica nunca foi utilizada antes.
Para fazer o modelamento do planeta inteiro são precisos diversos feixes laser apontados para diversos pontos na superfície de terra. Com mais satélites geoestacionários, cada um pode possuir diversos lasers apontados para diferentes pontos, cobrindo o máximo de áreas. Cada feixe e refletor são independentes, como um sistema descentralizado. Não impedindo a rede de continuar operando na falta de algum.
Os pontos de interesse certamente são nos encontros das placas tectônicas, onde a movimentação de subida e descida são maiores. Assim como no topo de montanhas, por causa do efeito de lente de ampliação concentrando grande área em um ponto pequeno.
Os pontos refletores precisam ser fixos por hastes enterradas alguns metros no solo. A sugestão é de pelo menos 10 metros de profundidade, e com bastante rigidez entre a haste e o refletor. A posição do refletor, obviamente acima do solo e com visão clara para o espaço, pode ficar a qualquer altura, desde que não produza movimentos de balanços laterais que comprometam a visão do feixe laser para a medição do doppler na vertical. O uso dos topos de prédios é ótimo, porém o laser e o refletor precisam ser reconfigurados quando esses prédios são derrubados.
Para medição de pontos dentro dos oceanos o uso das hastes é bastante complicado. Os pontos nas ilhas do Atlântico e principalmente no Pacifico são então muito valiosos e não podem ser dispensados.
Com programas informáticos de análise desses dados é possível visualizar um modelo dos movimentos do planeta em tempo real. Um sistema alimentado com dados sísmicos históricos e calculando novos eventos, pode “visualizar” a origem, direções e forças das ondas sísmicas.
O custo do projeto é relativamente alto em relação aos lasers nos satélites, e baixo quanto aos refletores. Mas todo ele conta com a participação de custos, tecnologia e cientistas entre toda a comunidade internacional.
Esse modelo teórico é totalmente original e foi escrito em 2017 por H.T.Writer para ajudar na previsão e reduzir vítimas dos terremotos.
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